Com a Revolução Industrial, tudo mudou. Antes extravagante, a moda tornou-se funcional. Assim, surge o terno moderno. Inspirado pela elegância minimalista de Beau Brummell, o homem passou a valorizar cortes precisos e cores sóbrias.
Consequentemente, preto, cinza e azul-marinho dominaram. Do mesmo modo, a alfaiataria consolidou-se como padrão. Portanto, o século XIX estabeleceu a base do guarda-roupa masculino contemporâneo. Em outras palavras, criou-se a ideia de discrição elegante.
Século XX: Identidade, Rebeldia e Cultura Pop
No século XX, a moda masculina diversificou-se radicalmente. Primeiramente, os anos 1920 trouxeram ternos leves e chapéus. Depois, os anos 1950 introduziram jaquetas de couro e atitude rebelde. Mais tarde, os anos 1970 celebraram cores vibrantes e calças boca de sino.
Paralelamente, o cinema e a música influenciaram comportamentos. Assim sendo, artistas e atores ditaram tendências. Além disso, o streetwear ganhou força nos anos 1990. Portanto, vestir-se passou a expressar pertencimento cultural. Em resumo, a moda tornou-se linguagem.
Século XXI: Versatilidade, Tecnologia e Autenticidade
Atualmente, a moda masculina combina tradição e inovação. Por um lado, o terno permanece relevante. Por outro, o casual domina ambientes profissionais. Consequentemente, o guarda-roupa tornou-se híbrido.
Além disso, tecidos tecnológicos e preocupação sustentável ganharam espaço. Nesse contexto, conforto tornou-se prioridade. Ainda assim, elegância não desapareceu. Ao contrário, reinventou-se.
Segundo Lula Rodrigues, o homem contemporâneo busca autenticidade. Ou seja, ele escolhe peças que traduzem estilo de vida. Portanto, a moda deixou de impor regras rígidas. Em vez disso, oferece possibilidades.
Conclusão: Da Ostentação à Expressão Pessoal
Em síntese, ao longo de quatro séculos, a moda masculina transitou entre exuberância e minimalismo. Inicialmente, simbolizava poder. Posteriormente, refletiu racionalidade. Depois, incorporou funcionalidade. Finalmente, tornou-se ferramenta de identidade.
Assim, cada período contribuiu para o guarda-roupa atual. Consequentemente, o homem moderno herda tradição e liberdade. Portanto, compreender essa evolução amplia o olhar sobre estilo.
Em última análise, como destaca Lula Rodrigues, vestir-se não é apenas cobrir o corpo. Antes disso, é narrar história. E, acima de tudo, é construir presença.